sábado, 29 de maio de 2010

Meu Amor!

Esses dias comentei com alguém que minha avó tava internada..e me responderam assim: não invente uma coisa pra fazer as pessoas terem dó, pena de vc...e te dar uma atenção que vc deseja!

Eu não preciso disso...não mesmo.. e não inventaria uma coisa dessas...

Hoje fui visitar minha avó..
Tá..poderia ser uma visita qualquer, você deve imaginar, mas pra quem passou 2 semanas internadas...é uma superação...

Cheguei, ela estava dormindo...meu avô fez questão de acordá-la.. ficamos sentados, todos na área externa da casa dos meus avós...

Estávamos dando risada...e olhando minha avó veio todo um passado na minha mente..
Os anos que morei ali nos fundos da casa dela... os dias que eu acordava e ia direto pra casa dela pra tomar café com bolacha..e as vezes tinha o bolo de fubá que só ela sabe fazer...

Veio na minha memória, os vários domingos que eu almocei lá..os vários domingos que logo após o almoço ela faz questão de chamar primeiro eu: Gutto, vem comer sobremesa...

Veio na minha memória, todos os aniversários e natais que ela me dá presente...mesmo após tantos anos..

Veio na minha memória o tanto que meus avós, também por parte de pai, sofreram pra criar todos os filhos...mas criaram..e todos com estudo..

Veio na minha memória todos os domingos, desde que voltei pra faculdade, minha avó perguntar: E a faculdade Gutto..como está? Tá estudando?

Ela sempre se preocupou com os estudos dos filhos e dos netos..e ver minha avó, melhor já..graças a Deus, mas fraquinha, faz eu pensar mto na minha vida..no meu passado!

Saber que tanta gente despreza os avós...saber que tanta gente maltrata...eu só tenho a agradecer:

OBRIGADO SENHOR PELA FAMÍLIA QUE TENHO! OBRIGADO SENHOR.

Esse amor, é um amor que ninguém substitui!

sábado, 26 de dezembro de 2009

O dia que jamais voltará

Há alguns anos atrás, num certo dia do mês de outubro de 1991, meu avô me chamou pra dar uma volta de bicicleta, mas eu recusei. Não quis.
Na madrugada daquele mesmo dia, meu avô tinha sofrido um AVC (derrame cerebral).
Ficou alguns dias na UTI e logo depois foi embora para casa. Cercado de cuidados.
No dia 16 de agosto de 2001, um grave acidente com uma van de professoras e um caminhão chocou toda a região de Campinas-SP.
No dia 17 de agosto de 2001, recebi uma noticia logo que acordei. Meu avô tinha sido internado. O médico havia dito para as minhas tias que meu avô não passaria muito tempo no hospital, e que era pra todo mundo se preparar para o pior.
Fui trabalhar. As 10 horas da manhã recebi uma ligação da minha irmã:
- Sabe quem morreu?
Logo pensei: “não pode ter sido o vô porque senão ela não falaria tão naturalmente”. E respondi: Não. Quem? A Odete, nossa vizinha. Ela era uma das professoras da van.
Durante todo o dia, eu liguei pra minha casa esperando ter noticias do meu avô.
As 16:32 hs do mesmo dia o telefone próximo onde eu trabalho tocou. Olhei para o telefone, já sentindo alguma coisa.
O telefone tocou insistentemente e pensei em não atender. Quando atendi percebi que era minha irmã novamente. Mas dessa vez está aos prantos e fala: – O vô morreu.
Pouco me importei onde estava e chorei ali mesmo. Eu ia embora somente as 17:40. mas aquela 1 hora parecia uma eternidade. Faltavam ainda mais uma hora para que eu chegasse na minha casa e encontrasse a minha mãe. Durante todo esse tempo eu não parei de chorar em nenhum momento.
Ao chegar em casa encontrei minha irmã e minha ex-cunhada. Depois de uns 10 minutos minha mãe chegou. Só quis abraçar minha mãe e chorar. Tomei banho chorando. Fui ao velório do meu avô e encontrei o restante da minha família e alguns amigos (que não esperava estarem ali).
A noite passou rápida demais. Amanheceu o ultimo dia que eu veria meu avô.
Passou as horas. Meu avô foi sepultado no dia 18 de agosto de 2000.
O único pensamento que eu tinha naquele momento era: Porque não fui andar de bicicleta com meu avô naquele dia.
Hoje, passados alguns anos resolvi desabafar.
Passam os anos, os dias, as horas, os segundos, mas não passa esse sentimento de fraqueza que eu sinto. Sentimento esse que cerca todas as pessoas que aqui vivem nesse mundo.
Esse sou eu. Meu avô: Antonio Carlos Pereira. Nasceu no dia 12/12/1929.
Escrevo essa postagem chorando. Pois ainda sou fraco quando isso passa na minha memória. Sempre!
Antonio e Maria (avós maternos), Onofre e Arminda (avós paternos). Flávio e Marina (meus pais), Carlos Eduardo e Flávia (meus irmãos), Júlia e Miguel (meus sobrinhos), Armelinda, Matilde, Célia, Odete, Rosy, Celina, Clarice, Inês (tias maternas), Olívia, Toninho, Joaquim, Rosa, Fátima (tios paternos), todos meus primos e primas.
Amo muito vocês. Sem vocês não seria NADA nesse mundo.
Amo profundamente todos...
Desculpa pelo desabafo...precisava!

Gutto

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Alicerce, teto, cofre, obras de arte ou mobília?

Não!
Não!
E não!
Meu blog não vai ser mais um blog que fala de personalidades e muito menos um blog que dá receitas de como viver melhor.
Meu blog é pra falar o que penso, o que passo ou simplesmente pra expressar aquilo que me convém (mesmo se posteriormente tiver algum apelo sexual).
Eu, Carlos Augusto, conhecido também como Gutto (depois explico o porque dos dois tês), um futuro publicitário (diria que no exato momento estou com 75% da fase faculdade concluído), não tenho uma defesa pra apresentar sobre essa criação, chamada: Meu Mundo – Gutto.
Talvez a única defesa seja: é o meu mundo. A minha vida expressada em palavras.
Pra começar vou citar um trecho do livro O Vendedor de Sonhos – Augusto Cury..que sempre me faz pensar muito..




Depois do teto, do cofre e de outras estruturas que disputavam agressivamente entre si para mostrar sua supremacia, ouvi outra área da casa se manifestando, mas dessa vez era uma voz suave, meiga, singela. Era uma voz que sussurrava debaixo da terra e não me aterrorizava.
Era a voz alicerce.
Ao ouvir a voz do alicerce, todas as partes o condenaram veementemente. O cofre foi o primeiro. Saturado de orgulho, disse: "Você nos envergonha, pois é a parte mais suja desta casa".
O teto, embriagado de soberba, o desprezou dizendo: "Jamais alguém que entrou nessa casa perguntou sobre o alicerce. Você não merece destaque".
As obras de arte, declararam arrogantemente: "Você é indigno de reivindicar seu valor, assuma sua posição inferior".
A mobília foi taxativa: " Você é insignificante. Olhe pra onde você está localizado".
E assim o alicerce foi rejeitado por todas as demais estruturas dessa casa.
Humilhado, rechaçado e sem espaço para continuar fazendo parte daquela construção, resolveu deixá-la.
Qual o resultado?
Sim, a casa desmoronou.
......
Disse que valorizava muitíssimo o poder financeiro, representado pelo cofre.
Dera importância fenomenal à sua capacidade intelectual para suportar os desafios, representado pelo teto.
Exaltara o prestígio social e a fama, representados pelas obras de arte.
Regalara-se no conforto e nos prazeres da vida, representados pela mobília.
Me traí e neguei meus alicerces.....
.... dei tudo para eles, mas esqueci de dar o que era um detalhe, mas para eles fundamental: a mim mesmo.
Meus amigos ficaram em terceiro plano, meu sonhos em último.
Como é possível ser um bom pai, um bom amante e um bom amigo, se as pessoas que amamos estão fora da nossa agenda?

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